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Transtornos alimentares e seu mundo submerso: O olhar da Psicanálise

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Por Marina Ramalho Miranda e Josefa Dias Fernandes
Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo



Minha apresentação irá se concentrar no tema do adolescente que sofre, tomado por angústias intensas e difusas que passam a desfavorecer o prosseguimento de um desenvolvimento afetivo-emocional saudável.


Violências no corpo: a automutilação, o cutting (o ato de se cortar), as anorexias, bulimias e o consenso que temos hoje do avanço do comer compulsivo (ganhando nas estatísticas ao lado da compulsão ao álcool cada vez mais cedo e às drogas), e também o chamado transtorno dismórfico corporal e suas consequências, serão o alvo de nossa conversa.


Descontente, o jovem, impedido de sonhar, permanece na superfície do corpo, do comportamento atuado, da pele e pede socorro. As palavras ficam perdidas, os sonhos inibidos e a criatividade congelada. Histórias de jovens, na sua maioria, meninas, quase crianças, perplexas diante da distância entre o ato e o sonho, assustadas por se perceberem vivendo num intervalo sem alternativas de conciliação. Lutam a todo custo para reencontrar em si o saber de si mesmas e assim fazer renascer seu sujeito desejante.



Sobre sonhos e bordas identitárias. A inscrição psíquica no exercício da função parental


Por Josefa Maria Dias da Silva  Fernandes

Membro associado, analista de crianças e adolescentes e monitora de ensino do Instituto da SBPSP. Membro do GEP


A autora destaca temas utilizando modelos teóricos que considera fundamentais para a compreensão do universo feminino e o desenvolvimento da capacidade simbólica para sonhar e constituir alteridade. Comenta sobre indiscriminação das funções parentais que dificultam o desenvolvimento emocional e o sonhar feminino.


Apresenta um processo analítico, por meio de breves relatos clínicos, em que se evidencia a precoce a experiência traumática vivida pela paciente com o casal parental.


Sobre o desenvolvimento da análise, aborda a importância da capacidade de reverie do analista, como veículo de acesso ao analisando, em construir novos significados para sua vida emocional, colaborar com o sonhar, sonhando junto com ele ou até sonhando por ele.


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