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Intervenção psicanalítica na relação entre pais e filhos pré-adolescentes/adolescentes

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Por JOSEFA MARIA DIAS DA SILVA FERNANDES
Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo
Membro do Grupo de Estudos de Psicanálise de São José do Rio Preto e Região

Considerando que a adolescência abrange níveis de maturação e desenvolvimento, da puberdade (ou pré-adolescente), entre os 12 aos 14 anos à adolescência propriamente dita, em torno dos 15 anos.  Observam-se as peculiaridades de cada etapa, apresentadas nas visíveis transformações físicas, hormonais e emocionais.  Cabe salientar que o período da pré-adolescência é dotado de um aumento significativo das pressões pulsionais.  Sendo provável que qualquer experiência torna-se sexualmente estimulante, mesmo os pensamentos, fantasias e atividades que aparentemente são desprovidas de qualquer conotação erótica. Ao reportarmo-nos aos conflitos edípicos, observa-se que, nessa fase, há diferença no funcionamento emocional entre meninos e meninas, como também passa a existir dificuldades nas relações objetais internas e externas.  Diante dessa experiência, alguns pais procuram o psicanalista para ajudar seu filho, como também solicitam orientação como devem proceder diante das inquietações dos filhos e das próprias.  Procuram um referencial que os ajudem a discriminar o momento turbulento vivido com o pré-adolescente.

O trabalho psicanalítico de orientação aos pais é de extrema importância, visto que o objetivo é conter as angústias dos pais, escutando e esclarecendo o movimento emocional no qual eles e os filhos estão inseridos, e assim, passarem a ser continentes da turbulência emocional que vivem com os seus filhos. O psicanalista possibilita criar um espaço intersubjetivo com os pais, a fim de desenvolverem conhecimento e recursos psíquicos ao bom vínculo afetivo com os filhos.

 

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